Produzir os sabonetes foi o início de uma rica jornada sem volta.

Ao dominar a produção dos sabonetes, sentimos a necessidade de nos aprofundar na aromaterapia e na perfumaria. Não apenas para elaborar blends mais “agradáveis” ou que harmonizassem melhor, mas para compreender melhor os óleos essenciais. Depois de alguns cursos e estudos, foi durante a criação de sinergias (ou blends) que percebemos o quanto nos beneficiávamos com o maravilhoso aroma que enchia o ambiente durante a cofecção dos sabonetes. Aromas frescos, verdes, orientais e cítricos tomavam o espaço, alterando o humor, afetando até a percepção da luz e, por assim dizer, as nuances das cores, pois nossa percepção do mundo externo é influenciado diretamente pelo emocional.

Intercalando com o uso dos óleos essenciais em difusores, resolvemos fazer uso também de aromatizadores, pois são muito práticos no dia a dia.

Inicialmente reproduzimos alguns aromas dos sabonetes, que obviamente não atenderam a todos os quesitos desejados. Os blends foram, então, se modificando e ganhando personalidade. Foram, aos poucos, se definindo, como em qualquer processo criativo. Também vimos a possibilidade de incluir outros ingredientes naturais que não necessariamente fossem óleos essenciais. Fizemos uso de ervas, cascas, frutos, flores e outros em tinturas e os incorporamos aos aromatizadores. Com isso, eles ganharam mais corpo no aroma e nas cores.

Nasceram assim os primeiros: Limão Siciliano e Laranja & Canela que foram muito bem recebidos. Pois, claro, como não poderia deixar de ser, o aroma cítrico é um dos preferidos em países tropicais como o Brasil, segundo alguns criadores de fragrância. Ele possui frescor, assepsia e proporciona alegria.

Como qualquer um de nossos sentidos, o cheiro também ativa nossa memória (no caso, a olfativa) e, conforme o repertório de cada um, trazem determinadas lembranças, sejam elas individuais ou coletivas. No caso dos óleos essenciais, há ainda o benefício de suas propriedades terapêuticas que são diferentes em cada um deles. Alguns podem ser purificadores de ambiente e proporcionar clareza à mente, como o de limão; outros podem auxiliar na digestão e proporcionar a alegria, como o de laranja; cicatrizantes e calmantes como o de lavanda e assim por diante. Cada óleo essencial possui sua personalidade, suas características vibracionais, energéticas e propriedades terapêuticas. E é nesse aspecto onde está a principal diferença com os aromas sintéticos, que são substâncias obtidas por processos químicos que imitam a da natureza em sua estrutura molecular ou são sintetizados a partir de matérias-primas naturais. Não possuem a complexidade de um óleo essencial, que é a cartacterística que o torna multifacetado.

A diferença de preço é outro ponto. Os óleos essenciais são “compostos orgânicos voláteis” encontrados na natureza, formados por terpenos. São produzidos e sintetizados pela planta, atendendo à diversos fins como p. ex. atrair polinizadores. Esses compostos são extraídos das plantas principalmente por destilação a vapor, dentre outros métodos. É um processo demorado além do tempo que a natureza demorou para produzir, por exemplo, 300 kg de flores de lavanda para se extrair apenas 1 litro de óleo essencial. São verdadeiros tesouros!

Os óleos essenciais não são usados apenas para fins aromáticos. Nem são utilizados somente pelos aromaterapeutas. Muitas indústrias também fazem uso em medicamentos e flavorizando alimentos. Mas é na aromaterapia e na aromacologia que se procura estudar, compreender e fazer uso dessas riquezas que a natureza nos proporciona de forma personalizada, inclusive respeitando a naureza de cada indivíduo, ser humano e alma.

Para saber mais sobre óleos essenciais: acesse o Ecycle, artigos da Aromaflora e artigos da Laszlo.

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