Não tem como falar de Sal sem citar suas propriedades e o porquê de serem tão importantes. O sal é utilizado pelo ser humano há mais de 6.000 anos. Está registrado na bíblia, desempenha um papel importante em rituais religiosos e possui muitas funções que justifiquem seu consumo na dieta alimentar, claro, moderadamente. No Japão, o sal tem um significado de purificação e proteção. É, até hoje, jogado pelos lutadores de sumô (rikishi) no ringue (dohyô) antes de iniciarem suas lutas. Houve épocas em que foi tão valioso que chegou a ser utilizado como moeda de troca. Não é pra menos que ‘salário’ tenha origem na palavra sal, segundo questionam alguns historiadores. Existe um tratado de farmacologia chinês, onde se encontram mais de 40 tipos de sais registrados, conforme consta num livro de gastronomia. Porém, desses 40, são poucos os popularmente conhecidos hoje.

 

O Sal é vital pois regula várias funções em nosso organismo como transpiração, contrações musculares, auxiliam na absorção de outros minerais, e, inclusive, no melhor funcionamento do sistema nervoso. Podem ajudar como analgésico, estimular a circulação e auxiliar como anti-inflamatório. Alguns Sais são mais ricos em minerais como o sal rosa do himalaia, que é extraído de minas. Ou como o sal negro de origem vulcânica e, por isso, rico em compostos sulfurosos. São diferentes tipos de sais com diferentes benefícios.

 

Quimicamente, todo sal é um subproduto da reação de uma base ácida com álcali. Seja o que consumimos na dieta alimentar, seja em qualquer sabão. No sabonete natural, são os sais que fazem a espuma durante o banho. Podem ser benéficos tanto para peles oleosas como para as secas. E, nos de Sal Rosa do Himalaia, percebemos que acrescentar o Sal – além do que é resultante da produção do sabão – trouxe muito bem-estar durante e após o banho. Ele deu uma clara sensação de limpeza tanto na pele como energeticamente. Segundo uma cliente, a limpeza não acontece somente das energias negativas, como é caracterizado na Umbanda. E, de fato, pelo que percebemos, também equilibra o ritmo e nos coloca em outra vibração. É como a sensação de dar um mergulho no mar e sair, às vezes, revigorado, ou tranquilo, ou até mais cansado, dependendo de como se está.

Hipócrates falava para adicionar sal ao banho, conforme alguns registros históricos. Isso quer dizer que o Sal já era utilizado como um aditivo durante o banho para limpeza e purificação há muito tempo. Foi aí que concluímos que o sabonete de Sal ou o uso de Sais de Banho, que é o assunto deste post, não são novos. Remontam a tempos muito mais antigos do que a grande maioria imagina. Inclusive nós. 🙂

Não conseguimos encontrar uma referência sobre quando os Sais de Banho surgiram efetivamente. Mas está intimamente relacionado a quando o banho se tornou um ato de se purificar antes das orações, cuidar da beleza e até mesmo do prazer em banhar-se. São banhos mais aromáticos, perfumados e, numa época, na França, foi sinônimo de classes mais abastadas. Independente de seu cunho social percebemos que o resgate dessas sensações, tão deixadas de lado, traria um bem-estar muito agradável e relaxante num dia, por muitas vezes, estressante como temos hoje. E não é necessário ter uma estrutura de spa pra desfrutar desses benefícios e, o melhor: pode ser feito com ingredientes naturais, sem a adição de químicos agressivos a nossa saúde. Assim, resolvemos fazer 3 tipos de Sais de Banho:

Sais de Banho com Sal Grosso, Óleo Essencial, Ervas/Temperos e/ou Argilas e Óleos Vegetais;

 

Sais de Banho Efervescentes com Sal Grosso, Bicarbonato de Sódio, Ácido Cítrico, Óleo Essencial, Ervas/Temperos e/ou Argilas e Óleos Vegetais;

Bombas para Banho que nada mais são do que os Sais Efervescentes em formato de bola.

Eles podem ser utilizados de 2 formas no banho:

  • Em Banheiras onde você coloca alguns punhados de Sais de Banho ou Bomba em uma banheira e se delicia no banho;
  • Em Saquinhos de Tecido onde você coloca apenas os Sais de Banho num saquinho e amarra no chuveiro abaixo da saída de água e se reenergiza e se revigora com a água que se ‘purifica’.

Embora tivéssemos herdado de nossos pais – por sermos descendentes de japoneses – o hábito de tomar banho em banheira (ofurô), aqui no Brasil, a maioria não possui o mesmo hábito, seja por questões climáticas ou por falta de costume mesmo. Inclusive, várias marcas de produtos cosméticos passaram a eliminar os sais de banho de suas linhas de produtos. Mas eles podem ser utilizados de outras maneiras. Além de poderem ser ‘amarrados’ em saquinhos sob a ducha, podem também ser utilizados em Escalda-pés. Alguns spas tem disponibilizado esse serviço, seguido de uma massagem nos pés. São uma delícia! Os Escalda-pés, para quem não sabe, são aqueles banhos para os pés onde se acrescentam ervas, chás ou óleos essenciais em água quente numa bacia e que, segundo Renata Badin – aromaterapeuta –, muitas pessoas, no Brasil, tem retomado esse hábito, pois beneficiam de várias maneiras na aromaterapia: possibilitam a ação dos óleos essenciais diretamente nos pontos de reflexos dos pés e os vapores aromáticos contribuem para uma ação aromacológica. O escalda pode também auxiliar no equilíbrio energético das polaridades Yin e Yang, segundo a medicina chinesa. Contribui na desintoxicação do organismo e são extremamente relaxantes. São maravilhosamente deliciosos tanto no inverno como no verão!

Experimente fazer em casa! Só proteja sua nuca que deve permanecer aquecida durante o escalda, segundo Renata Badin, e, procure usar uma meia nos pés depois, principalmente em dias frios.

Se você se interessou pelos Sais de Banho, eles estarão disponíveis na loja em breve!

Referências: Sobre Sal: Ecycle , Lerner, Breno. O Ganso Marisco e outros papos de cozinha  |  Sobre Banho: História do Banho  |  Sobre Sais de Banho: Sais de Banho  |  Sobre Escalda-pés: Escalda-pés 1 , Escalda-pés 2